Palhetas Rico Reserve Sax Soprano

Para começar a falar das palhetas Rico Reserve, vamos entender um pouco como elas são fabricadas.

Essas palhetas são feitas a partir dos nós intermediários da parte inferior da cana, onde a densidade é maior. Somente 5% das palhetas passam pelas normas de qualidade para se tornar a Reserve.

Possuem corte francês, feito por lâminas de diamante, que não perdem o fio após sucessivos cortes.

As palhetas ainda vêm protegidas em sua caixa por um sistema de controle de umidade que as mantém em boas condições desde a fábrica até o consumidor final, ajudando a não ‘ondular’ a ponta das palhetas após o uso, de um dia para o outro, por exemplo.

Primeiras impressões

Assim que recebi uma caixa de palhetas Rico Reserve 3.0 para sax soprano, percebi como são idênticas as características entre elas e as de sax alto, que já havia experimentado. Além disso, notei que, na mesma caixa, a semelhança entre as palhetas também é muito grande.

Geralmente uso numeração 2.5, porém, essa Rico Reserve 3.0, mesmo sendo mais pesada, é bastante confortável, possui muito corpo de sonoridade e mantém perfeitamente a afinação em um instrumento já conhecido, por ser difícil nesse aspecto.

Procurei tocar em todas as cinco palhetas para poder fazer uma análise segura. Coloquei-as em um copo com água por cerca de cinco minutos e fui tocando um pouco com cada uma. Utilizei sempre exemplos musicais idênticos, exigindo um pouco mais nos saltos longos de intervalos e variação de dinâmica.

Senti um pouco o peso da numeração, porém, nada que pudesse dificultar a execução.

O Teste

Fiz o teste com um afinador de campana e o resultado foi muito bom. Variações mínimas no ponteiro, dentro da normalidade.

O timbre também é muito bom. Já conhecia as Rico Reserve para sax alto e as de soprano seguiram na mesma linha. Som claro, sem interferências ou sobra de ar em todas as cinco palhetas. Soam bem para popular ou erudito. Testei com uma boquilha Morgan (mais fechada) e com a boquilha que sempre uso para popular, uma Norberto modelo Dave Liebman, bem aberta. Nos dois casos, a afinação se manteve boa.

Utilizei alguns playbacks e toquei em uníssono, obtendo um ótimo resultado.

Continuei os testes nos dias seguintes e notei que a durabilidade também é uma característica interessante, além de perceber que o sistema de controle de umidade funciona como descrito na embalagem. As pontas das palhetas não ‘ondularam’ e ficaram prontas para o próximo uso.

Gravei, com o soprano, um arranjo com trompete com surdina e flugelhorn, e a afinação estava impecável, além da qualidade do timbre.

Conclusão

Trata-se de uma palheta muito equilibrada e de boa durabilidade, além de ótimos timbre e afinação, com uma embalagem e sistema de conservação perfeitos.

Teste publicado na revista Sax & Metais 21.

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agosto 26, 2009 Testes de produtos