Peles de Caixa Parte 1 – Genera e Genera Dry

Nosso especialista Ricardo Goedert testou peles específi cas para caixas – Genera, Genera HD, HD Dry, Power Center, Power Center Reverse Dot e G1 Coated – da famosa marca e traz aqui os criteriosos resultados de suas análises.

Recebemos para testes algumas peles da Evans especiais para caixa, o tambor mais amado, colecionável e importante para a manutenção de um bom ritmo. Chutando por cima, existem mais de quinze peles da marca que fazem a função vocacional de servir uma caixa de bateria. Depois de uma triagem, selecionei os modelos mais bem falados e vendidos no mercado atual – em breve, faremos a segunda parte deste teste, na qual conheceremos os últimos lançamentos, ou seja, peles que foram lançadas após o advento destas que abordaremos aqui.

As peles selecionadas para este teste são Genera HD, HD Dry, Genera, Genera Dry, Power Center, Power Center Reverse Dot e G1 Coated. Mesmo estas peles sendo as mais vendidas da marca, ainda pairam muitas dúvidas na hora de escolhê-las. Por isso, faço um rápido review de cada uma a fim de ajudar a você, amigo leitor, na hora de escolher a pele ideal para sua caixa.

Testei todas estas peles apenas em um tipo de caixa – uma DW Edge, de 14”x7” -, pois não vi melhor opção para colocar à prova esses produtos. A DW Edge é uma caixa híbrida, com o casco em duas camadas de brass maciço nas bordas e uma camada bem espessa de maple entre as camadas de metal, sendo por natureza extremamente “espirrenta”, com muitos harmônicos, bem viva, com muito volume e “sobras”. Nada melhor que um “cavalo indomável”, que pesa mais de oito quilos, para testar todas estas peles.

Genera e Genera Dry

Aqui é que mora o perigo do desconhecimento… Muita gente compra a Evans HD pensando que é só Genera ou Genera Dry e vice-versa. Eu mesmo errei bastante e demorei a entender a diferença básica entre elas. As peles Genera e Genera Dry, lembre-se, sem HD de Heavy Duty, são mais fi nas, possuem um único fi lme de 10 mil, mais o anel interno de 2 mil – a Genera Dry também possui os furinhos em toda sua borda, a fi m de deixar o som um pouco mais seco e focado.

Estes dois modelos de peles me agradam muito. Gosto do controle na medida certa que elas oferecem, pois não seguram tanto o volume, muito menos ‘matam’ os harmônicos demasiadamente. Elas mais filtram as sobras da caixa do que as seguram. Ambas oferecem volume, articulação, boa durabilidade e versatilidade. Não tive problemas em usá-la em nossa caixa de testes. Com ambas as peles, a sonoridade foi muito agradável e versátil, funcionando bem para qualquer perfi l de baterista, bastando rapidamente afi nar para achar o som desejado.

Falando em afi nação, com estas peles fi cou muito fácil fazêla. Mesmo quem tem pouca experiência ou paciência achará facilmente um belo som de caixa. As peles Genera ou Genera Dry, ao meu ver, são as melhores opções para a grande maioria dos bateristas, pois são peles que resolvem o problema, além de dar a oportunidade de buscar o verdadeiro som de sua caixa sem precisar escondê-la. Uma dica legal para que quer usar a Genera Dry: corte o anel abafador com um estilete bem afi ado. Fiz isso e consegui um belo resultado, abrindo ainda mais a possibilidade de buscar harmônicos mais brilhantes na borda do tambor, não deixando de abrir mão do controle, foco e defi nição ao tocar no meio da pele.

Clique AQUI para ver o teste do Genera HD e HD Dry.

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novembro 6, 2009 Testes de produtos