Entrevista Aquiles Priester

Confira abaixo a segunda parte do bate-papo entre os endorsees da Evans Aquiles Priester e Ramon Montagner.

Para acessar a primeira parte do bate-papo, em que Aquiles entrevista Ramon, clique aqui!

Ramon Montagner – Como fica a sua vida pessoal viajando tanto com o Angra?

Aquiles Priester – Esse é um assunto bem delicado, pois quando ficamos um tempo sem viajar, me acostumo novamente com coisas bem simples, como levar minha filha à escola ou passear com meu cachorro e de repente aparece uma turnê e toda aquela rotina desaparece novamente. O começo de uma tour é bem legal, pois ver a reação das pessoas com as novas músicas é realmente fascinante. No entanto, a família é sempre sacrificada com esse tipo de situação, e ainda tem o dia-a-dia, que também consome muito tempo.

Ramon – Como foi o processo de composição do seu trabalho instrumental, o Freakeys?

Aquiles – Na verdade quem compôs tudo foi o Fábio Laguna, mas ele me deu liberdade total para criar minhas levadas e mudar as idéias que ele já tinha seqüenciado na bateria eletrônica. Hoje quando escuto as idéias iniciais que ele tinha seqüenciado, me assusto com o tanto que as músicas mudaram. Posso afirmar com certeza que é o disco mais técnico e espontâneo que já fiz. A minha personalidade musical está completamente inserida nesse trabalho.

Ramon – Como é a sua postura em relação a ritmos brasileiros no trabalho do Angra? Você procura inseri-los?

Aquiles – Isso é uma coisa que muitas vezes já vem pronta quando o autor traz a música ainda sem forma definida. Muitas vezes só existe a idéia de fazer alguma coisa mais regional e a forma da levada eu defino tocando junto com a banda. Não me preocupo em tocar o ritmo na sua forma original e sim tento inserir a minha interpretação da idéia inicial.

Ramon – Como, quando e o quê você procura estudar?

Aquiles – Estudo todo o tempo que tenho livre, inclusive quando estamos em turnê, costumo praticar muito nos pads de borracha para manter a técnica de mão em dia. O que estudar varia de acordo com a necessidade do momento. Se eu estiver me preparando para uma tour de workshops, vou estudar o material que vou apresentar. Se vou sair para uma turnê longa, me preocupo com minha alimentação e forma física e se estou com a agenda livre, costumo estudar técnicas e idéias novas que ainda não domino bem.

Ramon – Qual a porcentagem de importância que as peles recebem na qualidade final do som da sua bateria?

Aquiles – As peles são fundamentais para o meu som. Cada mudança do meu set up de peles influenciam totalmente na sonoridade do meu kit. As peles que estou usando atualmente são as EC2 e já gravei dois discos com essas peles (Aurora Consurgens do Angra e o novo disco do Hangar que será lançado no Japão em julho desse ano). O desempenho no estúdio foi fantástico e muito surpreendente.

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maio 29, 2007 News